Hoje faz uma semana que eu completei 19 anos! Legal né!? Hum,mais ou menos.Quando era criança queria crescer logo pra ficar do tamanho das minhas primas,tomar banho a hora que quisesse,eu mesma colocar minha comida e o melhor,poder comer pipoca na vasilha com todo mundo,porque quando eu era pequena minha mãe fazia pipoca e minha mãe colocava aminha e a dos meus irmãos em uma vasilhinha pra gente e comia com meu pai na vasilha maior.Aí eu ficava pensando quando que eu iria “ser grande” o suficiente para comer naquela vasilha grande também junto com eles. Hoje em dia eu coloco uma pipoca no microondas e como sozinha se quiser, como e tomo banho a hora que eu quero e todas aqueles meus desejos de infância já se realizaram.![]()
Eu não sei se sou só eu que sou assim ou tem mais alguém nesse mundão de meu Deus que fica na expectativa de que o dia do aniversário chegue logo para passar logo.Quando chega no dia tão esperado me dar uma “tristeza” e não é pelo fato de ficar mais velha nem nada,nem ligo pra isso,mas não sei só fico triste.Apesar que esse ano eu fiquei mais ansiosa e quando foi chegando na véspera eu fiquei meio deprimida e um pouco mais triste que o normal,passou um filme na minha cabeça e eu comecei escrever antes de dormir.Acabei criando esse texto:
FANTOCHE DO MEU "EU"
9-8-7-6-5-4-3-2-1.......Foram abertas as cortinas
Está anunciado o espetáculo da vida alheia.
Vivo com o medo constante da meu fantoche criar vida própria.Mas a cada dia que passa as cordas do controle então se rompendo.Nunca sabem o que sinto,pois a minha criatura não expressa um nítido sentimento.Evitando sempre que alguém chegue perto o bastante a ponto de momentaneamente me roubar a atenção e o domínio próprio.
Movimentos e falas calculadamente ensaiados,tempo indefinido da apresentação,nunca sei quando vai chegar ao fim. A plateia vai se revezando naturalmente ao longo de espetáculo.Alguns são fãs,outros estão ali só por curiosidade.
A entrada é franca (e sem aviso prévio de substituição ou expulsão),mas poucos tem a oportunidade de conhecer os bastidores,o acesso ao camarim é totalmente restrito aos estranhos.
Enquanto minha criatura interage com o público,meu eu interior,procura loucamente um significado para o que está a fazer. A casca está exposta,o status aprovado, e ainda assim o conteúdo é uma alma perdida e totalmente confusa,sobre a própria existência.
Palpites são lançados ao palco,alguns são acatados,porém a maioria passam sem sequer serem lidos. O condutor está cansado de lançar sua criatura a julgamento e opinião pública,pois seus dedos já não agüentam com as assaduras causadas pelas cordas que movimenta seu fantoche.
O público acomodou-se,já sabem o que esperar daquele espetáculo vivenciado e assistido diversas vezes ao longo de muito tempo. Contudo são surpreendidos com a forte luz dos holofotes em seus rostos espantados revelando pessoas incapazes de criar seus próprios shows e que assistem de camarote a apresentação comandada por até então um desconhecido.
Diante da agitação do público,surgi por cima das cortinas vermelhas o comandante que ao longo de todo esse tempo observava e manuseava o seu fantoche. Trajando uma roupa completamente preta que o camuflava com o cenário. Tornando assim visível o meu verdadeiro EU!
Ficou um pouco melancólico e obscuro sei lá,meio que me lembrou o filme da Gritos Mortais,que tem a Mary Shaw que tem um monte de bonecos,sabem qual é ? se não souberem,recomendo o filme muito bom pra quem gosta de filme de terror,apesar de que nem tem muito terror assim. Contudo, acabei escrevendo esse texto que na verdade é uma reflexão da minha vida até agora. Eu me sinto um bonequinho que foi manipulado esse tempo todo,mesmo sabendo que tenho força o suficiente para me controlar sozinha. Mais 2012 está próximo e eu não quero mais ser “manipulada” por ninguém. VOU MUDAR O LOCAL DO MEU ESPETÁCULO!
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